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Depoimento
março 2009
Sou Roselaine, tenho 37 anos, casada com um homem muito especial e mãe de 2 lindos filhos.
Quero aproveitar este espaço para compartilhar um pouco da minha história e dar algumas recomendações para quem quer tomar uma grande e difícil decisão, porém uma das melhores atitudes que o ser humano pode ter: amar a um projeto de Deus, amar a si próprio.
Não fui uma criança nem uma adolescente gorda. Após minha 1ª gravidez, há 7 anos, tive uma grave anemia. Na época, pesava 65 kg, mas depois de um longo período de medicação e tratamento ganhei 23 kg, que somados aos 9 kg da gestação, me rederam um total de 32 kg. Foi então que a minha luta contra o peso começou, nada nocauteava os quilos extras (dieta da lua, do sol, dos pontos, do abacaxi, da sopa, das proteínas, da soja e muitas outras que você conhece). Tentei também remédios e algumas aulas de ginástica, que só me davam o efeito sanfona, emagrecia e engordava.
Passaram-se 4 anos e veio a 2ª gravidez com complicações bem mais sérias. A minha vida e a do bebê estavam em risco, pois já tinha hipertensão, problema nas articulações e, por conta disso, tive que fazer um parto tendo apenas 6 meses de gestação, às vésperas de uma pré-eclampse. Ficamos na UTI, até que o bebê ganhasse peso e diminuíssem os riscos da prematuridade. Mas Deus foi bom, saímos dessa.
Estes problemas, no entanto, talvez não fossem os piores que já enfrentara, pois existiam outros que os médicos e os remédios não tratam: a vergonha de ir ao clube e à praia; a dificuldade de se arrumar e achar algo que vista bem (nada fica bem); os empecilhos em passear com a família pelo cansaço, desânimo e peso do corpo. Como acompanhar dois meninos saudáveis sem andar de bicicleta, brincar, ir ao parque? Quem pode ter prazer em conviver com uma pessoa que sabe que está mal, mas esconde atrás da gordura o medo, o preconceito, a falta de domínio próprio e o conformismo? Descobri que ninguém, nem eu mesma podia.
A partir daí, fiquei revoltada comigo mesma e questionei o fato de ter chegado ao ponto de colocar a minha vida e a de outros em risco. Resolvi, então, que era hora de mudar. Escapamos desta, mas muitas coisas ainda poderiam vir por conta da obesidade – pesava agora 123 kg.
Fui à internet, aos livros, revistas, amigos, a fim de buscar informações sobre a cirurgia bariátrica. Até que a mãe de um coleguinha do meu filho, que já havia sido operada, me indicou o Dr. Sérgio Arruda. Nasceu aí uma esperança, seria a minha vez...
Participei de todas as atividades necessárias e pude contar com o apoio da equipe médica, que deixava a mim e à minha família com muita segurança do passo que daria. Fiz os exames, corrigi algumas deficiências, pedi conselhos e ouvi a Deus para ver o que Ele tinha reservado para minha vida. Com muita responsabilidade, confiança, segurança e, após 11 meses de tratamento e acompanhamento, a cirurgia foi marcada para o dia 26/05/2006.
Acordei na UTI, senti dores, mas nada desesperador. Na verdade, algo normal para uma cirurgia de grande porte. Acho até que aguardava algo pior, ainda bem que tive uma boa surpresa!
No começo sentia dificuldade para sentar e levantar, mas o problema foi logo resolvido com fisioterapia. Sentia-me muito bem, viva, e com muita alegria por aquele novo tempo tão esperado ter chegado. Fiquei internada 4 dias no hospital, contando sempre com a atenção que Dr. Sérgio me dedicava.
O 1º mês não foi tão difícil, pois quando a gente quer muito alguma coisa, faz o máximo de esforço para tornar nossos momentos melhores. Assim, passei pela dieta líquida direitinho.
O 2º mês, com a dieta pastosa, foi melhor ainda. Aquelas sopinhas de bebê eram verdadeiros banquetes, comparados aos chás e Gatored.
O 3º mês foi o mais complicado. A alimentação sólida foi liberada e eu tive dificuldade em mastigar bem e devagar, pois isso não fazia parte da minha vida. Em compensação deixei de sentir fome, o estômago estava a meu favor e, assim, o pouco que comia já era suficiente.
O esforço e a determinação compensaram, emagreci 27 kg em 3 meses. Depois disso, passei a me sentir muito mais disposta. Comecei a fazer caminhadas com minha família no parque e ganhei até uma bicicleta de presente de aniversário. A preguiça transformou-se em um novo ânimo. Meu armário também mudou bastante, passei do tamanho 52 para o 42.

Estou agradecida primeiramente a Deus, autor da minha vida, que é a herança mais preciosa e foi mal aproveitada por muito tempo, mas que agora aprendi a desfrutar com mais amor e cautela. À minha família, que me apoiou, cuidou e cuida de mim. Ao Dr. Sérgio e a toda sua equipe, que sem medir esforços, carinho, atenção e dedicação trouxeram a mim e a muitos pacientes uma nova vida.
Vá em frente, informe-se e procure a equipe. Não faça isso por ninguém, e sim por você, pois irá colher os frutos de sua coragem, perseverança, garra.
Os seus problemas? A cirurgia não vai resolver, mas a sua postura diante deles, isso sim, será diferente. Você agora sabe decidir, escolher, mudar, vai vencer muitas coisas. Com fé em Deus sua história vai mudar!
Sucesso! Gordo, nunca mais.
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