Obesidade pode levar à incapacidades físicas

Pesquisa norte-americana, publicada no Jornal da Associação Médica Americana, concluíu que a população idosa dos EUA enfrenta cada vez mais problemas relacionados à obesidade, desde incapacidades físicas até problemas nos rins. "A obesidade é mais prejudicial à saúde dos idosos do que suspeitávamos", disse Dawn Alley da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia. "Para uma pessoa mais velha, sofrer de obesidade significa que eles têm menos facilidade em andar até à porta da frente, ou levantar um pacote de compras", completou.

Um segundo relatório da Universidade John Hopkins, publicado no mesmo jornal, diz que doenças crônicas dos rins estão crescendo no país por causa do aumento da obesidade, da pressão sanguínea e da diabetes, levando à maior demanda por hemodiálise e transplante de órgãos.

O estudo da Pensilvânia, que comparava dados de uma pesquisa de saúde do governo envolvendo cerca de 10 mil pessoas de sessenta anos de idade ou mais, descobriu o aumento da obesidade associado à inabilidade de caminhar alguns quarteirões ou mesmo dez passos, curvar-se, levantar uma quantidade moderada de peso, andar entre um cômodo e outro ou manter-se sentado em uma cadeira sem braços.

Tais debilidades funcionais não mudam significativamente entre indivíduos de peso normal, mas aumentaram 5,4% entre os obesos, ampliando de 36,8% para 42,2% . "Nós acreditamos que dois fatores provavelmente contribuem para o aumento das incapacidades físicas entre pessoas obesas mais velhas", disse a Dra. Virginia Chang que também trabalhou no estudo.

"Em primeiro lugar, as pessoas estão vivendo potencialmente mais tempo com sua obesidade devido aos avanços médicos, e, em segundo lugar, estão se tornando obesas mais jovens do que antigamente. Nos dois casos, a convivência com a obesidade tem sido maior, o que aumenta o potencial para incapacidades", ela diz.

O estudo de doenças renais, baseado nas pesquisas de saúde do governo americano envolvendo mais de 28 mil pessoas, descobriu que a prevalência de doenças renais crônicas aumentou de 10% para 13% em 10 anos. Mas a consciência do problema permanece baixa entre o grande público.

Os pesquisadores atribuem o aumento a uma população cada vez mais idosa e com níveis crescentes de obesidade, podendo levar a diabetes e a alta pressão sangüínea. A presença de doenças renais crônicas é determinada medindo o excesso de proteína na urina e a quantidade de fluído filtrado pelos rins. "Descobrir o que leva à fase avançada da doença renal é crucial, "particularmente devido o aumento na prevalência da obesidade, diabetes e hipertensão, os maiores fatores de risco para doença renal crônica", dizem os pesquisadores.

Fonte: The New York Times

 
 
 
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