Crianças com sono insatisfatório têm mais risco de desenvolver sobrepeso e
problemas cardíacos


Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Chicago (EUA) comprova a relação entre sono irregular e incidência de obesidade em crianças.

Cerca de 300 meninos e meninas – entre 4 e 10 anos de idade - foram monitorados, incluindo as horas de sono dormidas ao longo de uma semana e o índice de IMC (Índice de Massa Corpórea).

Os especialistas concluíram que, entre as crianças que dormiram pelo menos entre nove e dez horas diárias, o risco de obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares era mínimo, ou quase nulo.

Aquelas que dormiam menos horas e de maneira mais irregular apresentaram um risco até quatro vezes maior de desenvolver tais distúrbios.

No entanto, entre as crianças que conseguiam compensar o sono perdido durante o fim de semana, o risco foi diminuído em cerca de 2,8 vezes.

Além disso, quem dormia menos acumulava, no organismo, índices mais altos de insulina, colesterol e proteína C-reativa.

Para a presidente da ABESO, Dra. Rosana Radominski, a ligação entre privação crônica de sono e obesidade já era conhecida:
- Já é bem estabelecida essa nítida relação, que é dose dependente: quanto menos horas de sono, maiores as chances de a criança se tornar obesa. Cabe ressaltar que a maioria destes estudos foi realizada em grande número de crianças e durante longo tempo. Este último trabalho, além de confirmar os resultados anteriores, mostra uma relação de horas de sono e o aumento do risco de diabetes– explica.

O estudo foi publicado no periódico científico Pediatrics.

Fonte: www.abeso.org.br

 
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