Homens mais gordos

Pesquisadores da UnB verificam relação entre excesso de peso e altos índices de gorduras no sangue e comprovam que a obesidade atinge mais os homens que as mulheres no DF

A obesidade está mais próxima dos homens no Distrito Federal – é o que demonstra um trabalho da Universidade de Brasília (UnB), divulgado em 2002, realizado a partir da análise sangüínea dos trabalhadores que freqüentam os restaurantes vinculados ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), como restaurantes do Sesc e Sesi. Assim, os homens mais gordinhos estão com a saúde em perigo, pois a obesidade aumenta o risco de desenvolvimento de doenças como hipertensão arterial, diabetes tipo II e doenças cardiovasculares.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores do Departamento de Nutrição da Faculdade de Ciências da Saúde fizeram uma seleção de 419 pessoas voluntárias, que se submeteram a exames de sangue, avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC) e entrevistas.

Na análise sangüínea dos voluntários, 232 homens (55%) e 187 mulheres (45%), foram analisados os níveis de colesterol total (HDL - bom colesterol e LDL - mau colesterol), triglicérides (gorduras que armazenamos no organismo), hemoglobina e hematócrito.
Verificou-se que, no grupo masculino, 46% dos indivíduos encontravam-se com peso normal, enquanto 56% apresentavam algum grau de sobrepeso. No grupo feminino, observou-se que 64% das mulheres tinham peso normal, enquanto 36% apresentavam-se na faixa de sobrepeso.

COLESTEROL BOM – Em relação ao perfil lipídico (gorduras sangüíneas) e à glicose, todos os parâmetros apresentaram-se mais elevados nos homens do que nas mulheres, com exceção do colesterol bom (HDL), em que os valores são mais elevados no sexo feminino, o que é saudável.

Os indivíduos com sobrepeso apresentaram maiores valores de colesterol considerado ruim (LDL), de triglicerídio e glicose. No que se refere ao bom colesterol ( HDL), há uma diminuição com o excesso de peso.
Uma das conclusões é que tanto no sexo masculino quanto no sexo feminino o sobrepeso exerce influência nos níveis sangüíneos das lipoproteínas como também da glicose e que o peso acima dos padrões considerados ideais foi mais prevalente nos homens do que nas mulheres.

Para Fábio Vinícius Pires Silva, formando de Nutrição e responsável pela análise bioquímica, não é possível afirmar que o excesso de peso é o único fator de mudanças nos parâmetros sangüíneos. Outros fatores como tabagismo, sedentarismo, história familiar e hábito alimentar desses indivíduos devem ser levados em consideração.

A professora Teresa Macedo Costa, orientadora da pesquisa, ressalta não haver uma causa única para o sobrepeso masculino, mas que esse quadro pode ser revertido em pouco tempo, se o governo patrocinar campanhas públicas, incentivando o exercício físico, ressaltando a importância de uma alimentação saudável e os riscos que a obesidade traz para a saúde.

Fonte: Assessoria de Comunicação da UnB – www.unb.br

 
 
 
SMHN qd. 02 bl. C Edifício Dr. Crispim salas 1309 a 1312 - Tel.: (61) 3443-5416    © Copyright 2006 Clínica Dr. Sérgio Arruda     Desenvolvido pela COMUNICA