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ENTENDENDO A OBESIDADE

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo e podemos classificá-la pelo Índice de Massa Corporal (IMC). Segundo a Organização Mundial de Saúde, obesos mórbidos, grau III ou severos, são indivíduos com IMC maior que 40 kg/m². No ano de 2005, havia mais de 400 milhões de adultos obesos no mundo e estima-se que em 2015 haverá 700 milhões.

Em 37 anos, a obesidade cresceu mais de quatro vezes no Brasil entre os homens (de 2,8% para 12,4%) e mais de duas vezes entre as mulheres (de 8% para 16,9%), segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF (2008/2009). Dados recentes do Ministério da Saúde, relativos ao sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas - VIGITEL (2010), mostraram uma prevalência de 15% de adultos obesos no Brasil e a cada dez pessoas que moram no Distrito Federal, uma é obesa.

A obesidade é resultado de diversas interações, que incluem aspectos nutricionais, genéticos, ambientais e comportamentais e se caracteriza por um desequilíbrio energético em longo prazo, proporcionado por um estilo de vida sedentário e/ou consumo calórico excessivo. Isso quer dizer que filhos com pais obesos apresentam alto risco de obesidade, assim como indivíduos que não praticam atividades físicas e que possuem hábitos alimentares inadequados. Existem ainda as questões socioeconômicas, psicológicas e hormonais que também podem influenciar no ganho de peso corporal.

Diferentes estratégias têm sido empregadas para o tratamento da obesidade, incluindo restrição calórica (dietas), programas estruturados de perda de peso, mudanças de comportamento, atividade física e uso de medicamentos. Essas intervenções favorecem menor consumo alimentar ou maior gasto energético e, consequentemente, a perda de peso.

A utilização dessas estratégias convencionais pode ser eficiente para casos leves de obesidade, porém, em casos de indivíduos com obesidade mórbida resulta em uma perda de peso geralmente insuficiente e não mantida em longo prazo. Devido ao crescente número de indivíduos com obesidade mórbida, do insucesso dos tratamentos convencionais para perda de peso e da gravidade das doenças associadas, tem-se utilizado como tratamento definitivo a chamada CIRURGIA DA OBESIDADE ou CIRURGIA BARIÁTRICA.

O que é IMC (Índice de Massa Corporal)?

É um índice utilizado para classificar o estado nutricional do paciente, ou seja, indica se um determinado peso está ou não adequado para aquela altura.
O IMC é um importante parâmetro utilizado para avaliar se o paciente possui ou não indicação para realizar a cirurgia bariátrica.
O cálculo é feito da seguinte forma:

IMC = PESO     
            ALTURA²

Classificação do estado nutricional segundo IMC (OMS)

IMC

Classificação

18,5 – 24,9

Eutrofia (normal)

25,0 – 29,9

Sobrepeso

30,0 – 34,9

Obesidade Grau I

35 – 39,9

Obesidade Grau II

≥ 40

Obesidade Grau III, severa ou mórbida

 




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